Quarta-Feira, 10 de Janeiro de 2018 - 08:57 (Colaboradores)

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SCARES – POR MAX DINIZ CRUZEIRO

Termo do folclore psiquiátrico espiritualista designado para representar entidades persecutórias.


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Termo do folclore psiquiátrico espiritualista designado para representar entidades persecutórias, entrantes e acessos remotos em pessoas que são encaminhadas para um consultório psiquiátrico. E por representar uma linguagem não entendível para o paciente são interpretados como obsessores, demônios, grays, ou, entidades que necessitam seguir o caminho da luz.

Existe um padrão de comportamento característico de cada patologia psíquica, no quais as relações semânticas dos pacientes apenas se distanciam em termos de retórica, em sua história de vida, do contexto onde se situa a debilidade.

É comum relatos de pacientes que afirmam passar por diversas sabatinas, ter o seu padrão de comportamento moldado por escolhas feitas a partir de blocos de pensamentos que desencadeiam um efeito persecutório quando o sujeito firma um modelo de subjetividade em sua mente.

Também é comum a mente circular em torno de grandes eixos do entendimento: o messianismo, o ateísmo, o racionalismo e o cienticismo. Também nestes relatos, a pulsão em torno do eixo das ideias centrais de um indivíduo costuma a acentuar um padrão de comportamento temático em que a presença do egocentrismo é visualizada pelo aumento da sensação de empoderamento.

Alguns padrões quando o egocentrismo está elevado afloram na forma de pensamentos estruturados que levam o paciente a perceber, dentro de contextos ficcionais o controle de muitas vidas sob sua responsabilidade. E dentro desde padrão vibracional, como um sistema de consulta, apropriação de sentido e canalização de ideias, o indivíduo é levado a exercer o seu centro de massa pela autodestruição. Como por exemplo, representar estar sob seu poder um artefato atômico no qual é seu poder discricionário ativar ou não o “esquema” de destruição em massa. Outro comportamento bastante comum relacionado aos scares é o desencadeamento de sensações pelo corpo, como por exemplo, a percepção de toque fantasma, palpitações sem motivação ambiental, sensações de choque, espasmos musculares, e, fenômenos de audição que visam controlar ou moldar o comportamento do sujeito.

Na visão de muitos pacientes, os scares são escrutinadores responsáveis por desencadear e ativar a demência nos pacientes, que são percebidos como influenciadores do corpo médico ou trabalham em parceria com estes.

Na visão médica, por sua vez, a representatividade do imaginável de forma não controlável é o exercício da loucura, e a própria ativação da demência.

Existem fenômenos de scares em que o paciente acredita estar com seus pensamentos à céu aberto. Onde o espaço interior do adoentado circula um eixo de pensamento e as pessoas de seu convívio, mesmo sem representação do paciente pela fala ou pela angústia de suas aflições, expõem trechos, representações de pensamentos casados (como resposta ao imaginado e não pronunciado), onde o paciente se sente invadido e completamente observado internamente pelo agrupamento, por ver similaridade com o interno não projetado para o exterior, com o que está sendo pronunciado publicamente por seus amigos e familiares.

Existem seitas espiritualistas emergentes do terceiro milênio que visualizam os scares como espíritos benéficos de extensão do tratamento do adoentado, na forma de um socorro espiritual. Segundo esta linha de pensamento os scares podem agir em torno de três grandes eixos na condução de pacientes: servir de instigador e instrumento de condicionamento interno para encaminhar um indivíduo que necessite para tratamento médico, em que seres de alta tecnologia já detenham o conhecimento prévio do adoecimento; servir de sistema de reparação Kármica, como um estabelecimento prisional onde o indivíduo é conduzido para tratamento de sua moral, espiritualidade e ética; servir como meio de seleção natural para suprir políticas públicas para se ter um quantitativo suficiente de pessoas com propensão à patologia a fim de realizar testes contínuos de medicamentos. Geralmente os scares, nestas visões do terceiro milênio são estruturas automáticas e robóticas instigadoras de conflito que testam o limite entre a racionalidade, emotividade, raciocínios e limites das pessoas selecionadas para serem alvo para um tratamento.

Uma vez que o comportamento catalogado do candidato a paciente, pelos scares, já estão prontos para serem programáveis dentro do eixo de identificação do sujeito, em que seu desconhecimento, e, ou, a sua baixa maturidade, não o deixa sair do esquema escolhido que desencadeia a demência, onde o candidato a paciente se sente motivado a perseguir uma história de vida que convergirá fatalmente em um episódio alucinatório, em que o indivíduo, como paciente passa a gastar o seu excedente de lipídios no cérebro onde o excesso de energia desencadeará constantes delírios e alucinações. Porém, o corpo médico não espiritualista, que incorpora o ceticismo como mola mestre do conhecimento, vê esta tendência de encarar os conflitos internos sob um ponto de intervenção externa algo perigoso que não deve ter voz dentro da medicina. Observam as manias apenas como algo que se incorporou à constituição psíquica e/ou biológica de um paciente, graças ao modelo em que este deixou influenciar sua autoconduta, que ao manifestar incoerência grupal se torna apto por sua inaptidão em administrar de forma saudável a sua própria existência, razão de seu adoecimento e necessidade de intervenção clínica ou médica.

O fato é que muitos pacientes acreditam e relatam receber influências de fontes ignoradas, que quase sempre estão indexadas ao modelo de crenças e religiosidade em que a pessoa faz parte. Talvez para uma visão muito superficial classificar como demência tais manifestações psicóticas podem representar uma superficialidade do problema; e seria o mesmo que ignorar milhares de médiuns que canalizam informações telepáticas e qualifica-los todos como “dementes” em vez do exercício de uma suposta comunicação avançada que pode ser encaminhada diretamente para o cérebro humano. E até mesmo religiosos de várias denominações, e até mesmo da igreja católica que são capazes de fazer previsões e descrever os problemas dos populares sem contato prévio com a informação. Onde parece o mesmo fenômeno mudar apenas a finalidade e a afetação.

Fonte: 012 - Max Diniz Cruzeiro

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