Segunda-Feira, 19 de Fevereiro de 2018 - 09:12 (Colaboradores)

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PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS - POR CARLOS SPERANÇA

No início da semana passada o presidente Michel Temer (MDB), em vista da repercussão dos problemas ocasionados com a imigração venezuelana, desembarcou em Roraima prometendo mundos e fundos, algo que com certeza pouco cumprirá.


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Sempre que surgem desastres naturais, como foi o caso da cheia histórica do rio Madeira, os desmoronamentos dos morros no Rio de Janeiro e Espírito Santo ou os efeitos colaterais nos Estados da imigração haitiana, o Governo Federal – seja petista, tucano ou emedebista – promete distribuir recursos, construir casas populares, reconstrução das áreas alagadas, etc, etc. Mas os compromissos assumidos pelas esferas federais ficam só na promessa.

No início da semana passada o presidente Michel Temer (MDB), em vista da repercussão dos problemas ocasionados com a imigração venezuelana, desembarcou em Roraima prometendo mundos e fundos, algo que com certeza pouco cumprirá. O modus operandi dos governos é empurrar os problemas com a barriga como já ocorreu em tantos outros casos, como foi a crise migratória haitiana que chegou a causar problemas de relacionamentos entre os governos petista do Acre com os dos tucanos em São Paulo.

Infelizmente, em Boa Vista, não existem indicativos que o Governo Federal agirá diferente. Mais uma vez, feita a visita e acenado com soluções, o Governo Federal sumirá do mapa.

E o Distrito Industrial?

Numa boa parceria firmada entre a Federação das Indústrias com o governo do Estado e o Senai, será lançado no meio da semana um Plano de Desenvolvimento Industrial para Rondônia visando atrair investidores para o Estado, gerando emprego e renda. Entendo que a iniciativa poderia ser complementada com ações do governo Estadual no abandonado Distrito Industrial de Porto Velho. É preciso dar infraestrutura aos empresários.

A janela da mudança

Atentos à janela partidária, o período em que os deputados estaduais e federais podem trocar de partido sem punição da justiça eleitoral, os governadoraveis de Rondônia acompanham os desdobramentos. Na bancada federal algumas mudanças já aconteceram ainda no ano passado, na Assembleia Legislativa pelo menos três deputados estaduais deverão arrumar as malas e procurar outras acomodações na busca da reeleição, como é o caso de Só na Bença.

A fraternidade

Em mais uma campanha pelo Brasil, lançada na última quarta-feira, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) trata da superação da violência na edição de 2018. A entidade há décadas tem realizado ações importantes para a paz no campo, pelos menores, contra as queimadas, entre tantas. O tema 2018 é por demais atual, já que o País inteiro submergiu à falta de segurança nas ruas das cidades, nas favelas e até no meio rural.

Tom de despedida

Em pronunciamento abrindo a 9ª legislatura da Câmara de Vereadores de Ji-Parana, o prefeito Jesualdo Pires (PSB) fez um balanço das suas ações à frente do Palácio Urupá e enumerou as conquistas da municipalidade nos últimos anos. Foi um tom de despedida do cargo, já que ele deve deixar o paço municipal em meados de abril para disputar uma cadeira ao Senado. Entra na parada com quase 70% de aprovação de sua gestão, algo raro no Estado

Na reabertura

Nesta semana – precisamente na terça-feira – o governador Confúcio Moura (MDB) enviará mensagem à Assembleia Legislativa por ocasião da reabertura dos trabalhos da Casa de Leis. Moura fará um balanço da sua gestão, enfatizando o crescimento do PIB rondoniense, atualmente cravado em quase 5%. O recorde de crescimento econômico do Estado foi no primeiro ano de gestão (no primeiro mandato) de Confúcio atingindo 11%.

Via Direta

*** O PSB de Daniel Pereira e Mauro Nazif está reforçando as nominatas do partido para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados *** A legenda também terá candidato ao Senado, o prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires *** O PDT, que pretende reeleger três deputados estaduais – Airton, Saulo e Hermínio – poderá receber também a adesão do deputado Só na Bença, egresso do MDB *** Sem planejamento, sem asfixiar o narcotráfico nas fronteiras, a intervenção de Temer no RJ tende a mais um fracasso.

Fonte: Carlos Sperança - News Rondônia

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