Terça-Feira, 14 de Agosto de 2018 - 15:29 (Colaboradores)

L
LIVRE

POLÍTICA & MURUPI: O AGRONEGÓCIO FORA DOS DEBATES

A ideologia dominante do Brasil nos últimos anos criou um conflito insuperável: de um lado o diabo em forma de agronegócio. Do outro o atraso na forma de plantio familiar e no meio, gente humilde que busca a qualquer custo o quinhão de terra.


Imprimir página

FRASE DO DIA:

“A liberdade de expressão não pode ser uma carta de alforria para denegrir a imagem de um candidato fazendo superar candidato alheio. Ou seja, a liberdade de expressão também é mitigada se ela estiver a serviço da deletéria prática das Fake News” – Ministro Luiz Fux, antes de passar a presidência do TSE à ministra Rosa Weber.

1- O agronegócio fora dos debates I

A ideologia dominante do Brasil nos últimos anos criou um conflito insuperável: de um lado o diabo em forma de agronegócio. Do outro o atraso na forma de plantio familiar e no meio, gente humilde que busca a qualquer custo o quinhão de terra.

O agronegócio do Brasil – quarto maior produtor mundial de alimentos – manteve o superávit quando saíamos da recessão. A alta produtividade 312% de soja de 1991 a 2017 e aumento de apenas 61% da área plantada continua sendo o demônio da nossa ideologia vesga.

2- O agronegócio fora dos debates II

E há razões para reclamações? Claro. Somos o país que mais desmata no planeta – 6.600 Km2 no ano passado, recordista em conflitos no campo e origem da corrupção. E o que fazer? Vender o agro bom e esconder o agro mau? Uma política irrealista de reforma agrária, a leniência com invasões de terras e o endeusamento da agricultura de subsistência estão na pauta.

Os dois lados da agricultura carecem de incentivos e o agro pobre muito mais. A roça da família fixa o homem, gera emprego, mas é preciso qualificar a mão de obra. O mundo quer sustentabilidade e baixo carbono para encetar negócios. Esconder a pauta nos debates políticos é um desserviço ao Brasil.

3- Sob nova direção

A ministra Rosa Weber que mantém a marca da discrição até na concisão dos votos, avessa a entrevistas, jornalistas, refratária ao contato com os beligerantes no processo e mesmo nas sessões da Corte, vai a partir de hoje comandar o TSE para a eleição mais atípica deste período pós-redemocratização.

A ministra chega ao comando do Tribunal TSE com um handicap. Parte pesada da faxina foi feita pelo ministro Fux. Foi ele que acenou a bandeira da ficha limpa e a ministra terá apenas que seguir a linha.

4- Proatividade

Saúdo as duas ações proativas do TCE-RO que organizou um encontro aberto com a participação de candidatos ao governo para expor a realidade das contas de Rondônia e bem como a qualificação proporcionada pela EMERON - Escola da Magistratura aos seus alunos trazendo o procurador federal Deltan Dallagnol, coordenador da força tarefa da Operação Lava Jato como palestrante convidado da aula inaugural da Pós-Graduação lato sensu Estudos Avançados sobre o Crime Organizado e Corrupção. O evento ocorre no dia 21 de agosto, em Porto Velho. Aqui mais informações. Parabéns!

5- Fakes tuteladas

Dois gigantes da imprensa brasileira – Globo e Estado – disputam a tutela sobre “Fake News”. Como donos da verdade absoluta investigam se determinada informação é ou não uma mentira com seus aplicativos.

Ora, toda verdade tem três lados: o meu, o seu e o verdadeiro e verdade dos dois grupos é ponto de vista.  Na onda das “Fake News” podem estar empulhando algo que não lhes interessa por razões desconhecidas. A Globo pagou R$ 1,35 milhão, mas parece não aprendeu nada com a Escola de Base.

leoladeia@hotmail.com

 

Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias