Sabado, 03 de Março de 2018 - 10:55 (Colaboradores)

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LIVRE

O FILHO PRÓDIGO, JESUS E EU

Aquilo que acredito ter aprendido de Deus pode ser que tenha aumentado meu senso de justiça própria e eu esteja pensando que seja melhor que aquelas pessoas sentadas às voltas de Jesus e esteja criticando aquelas pessoas também.


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Esta é a terceira das três reflexões sobre a belíssima parábola do filho pródigo. Ela é a terceira de quatro parábolas que expressam o amor de Deus para com a humanidade.

Jesus vinha há algum tempo ensinando sobre os convites de Deus à humanidade e sobre a importância da renúncia dos prazeres e atitudes de valores temporários. Os publicanos e pecadores, cônscios de suas mazelas, aproximavam-se dele para ouvir-lheos ensinos. Às voltas deste cenário os fariseus e os escribas – teólogos e líderes religiosos da época – observando o que acontecia, criticaram entre si o acolhimento de Jesus àquele tipo de gente.

O que eu quero aqui não é divagar sobre aspectos sócio/culturais ou teológicos, quero apenas me encontrar. Onde estou enquanto Jesus está ensinando? Aquilo que acredito ter aprendido de Deus pode ser que tenha aumentado meu senso de justiça própria e eu esteja pensando que seja melhor que aquelas pessoas sentadas às voltas de Jesus e esteja criticando aquelas pessoas também.

Talvez eu esteja aos pés de Jesus, e nem consiga levantar minha cabeça porque me pesam os crimes que eu tenho cometido contra Deus e contra meu próximo.

Tanto um caso quanto o outro estão personificados na parábola do filho pródigo; ou na pessoa do filho caçula insolente e irresponsável ou no filho mais velho arrogante e prepotente. Reflito, em culposo silêncio, sou inundado por um sentimento de vergonha, um rio de constrangimento que leva em sua correnteza meu orgulho e minha inquietude, lavando minha alma e regando de esperança meu coração nos braços de um pai amoroso.

Leio e releio, imaginando que hora eu sou um filho, hora sou o outro. O conforto, porém, não vem do fato de eu me identificar adequadamente nalgum personagem. Minha paz na verdade vem no meu reencontro com o pai, que já me esperava, esperava o filho arrependido.

Jefrson Sartori

Fonte: Jefrson Sartori / News Rondônia

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