Segunda-Feira, 23 de Julho de 2018 - 11:45 (Polícia)

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MULHER DE RAPAZ QUE MORREU AO PULAR DE PONTE: ‘ELE PERDEU AS FORÇAS’

Regina Souza disse ao Metrópoles estar “devastada” com a morte de Giovanni Maurício de Souza, com quem era casada há sete meses


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Além da mãe e dos irmãos, a esposa de Giovanni Maurício de Souza, 23 anos, disse estar também “devastada” com a morte do jovem. Regina Souza, 22, contou ao Metrópoles que estava casada com o rapaz há apenas sete meses. O universitário veio passar férias em Brasília e acabou morrendo ao pular da Ponte Honestino Guimarães nesse domingo (22/7) com mais dois amigos.

“Era uma pessoa cheia de luz e energia. Por onde passava, deixava sua marca. Todos ao seu redor o amavam. Eu, principalmente. Era meu mundo”, disse Regina, que está em Recife (PE) visitando os pais.

Giovanni morava em Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde cursava direito na Universidade Católica. Segundo a amiga que estava com o estudante às margens do Lago Paranoá nesse domingo, o rapaz não havia ingerido bebida alcoólica antes de saltar da ponte.

“Eles tinham acabado de se encontrar com os amigos, resolveram passar a tarde no lago e pular. Quando começaram a nadar, foi perdendo as forças e não conseguiu chegar até a margem. Os amigos não conseguiram o ajudar, porque também estavam sem forças. Ele ficou submerso até a chegada dos bombeiros”, contou Regina.

De acordo com a esposa, Giovanni amava esportes radicais e sabia nadar muito bem. “Por isso não entendo como aconteceu isso tudo”, ressaltou.

Em post no Facebook, a mãe de Giovanni lamentou a morte do filho. “Deus me deu dois príncipes e uma princesa. E hoje, meu príncipe Giovanni Maurício de Souza se foi. Sei que nada suprirá seu sorriso, sua simpatia, sua gentileza, o respeito aos pais. O que farei agora? Sei em quem tenho crido, e o meu Redentor vive e me sustentará nas minhas fraquezas”, desabafou.

Marlene Souza está vindo para Brasília realizar os trâmites para liberação do corpo do filho, que deve ser enterrado no Cemitério Jardim da Memória, em Novo Hamburgo (RS), onde a família mora.

Aventuras nas pontes do DF não são incomuns. Nas redes sociais, principalmente no Youtube, é possível ver vídeos de jovens se arriscando ao saltar dos elevados que ficam sobre o Lago Paranoá sem utilizar nenhum equipamento de segurança.

Segundo o major do Corpo de Bombeiros Gildomar Alves, que participou do atendimento de Giovanni, os riscos de pular de qualquer uma das pontes sobre o Lago Paranoá são grandes e, portanto, a prática é desaconselhada. “Não recomendamos, pois existe risco de fratura ou mal súbito. A pessoa pode não saber nadar bem o quanto imagina e acabar se afogando”, informa o militar.

Com base em levantamento feito pelo CBMDF, entre janeiro e junho deste ano, foram pelo menos cinco afogamentos no Lago Paranoá – dois resultaram em óbito.

O major Gildomar confirmou que os amigos da vítima, um rapaz e uma moça, também pularam da edificação. Porém, Giovanni foi o único a não retornar à superfície. Acionados, os bombeiros chegaram ao local em cerca de três minutos. Os mergulhadores levaram um minuto e meio para resgatar o estudante.

A equipe de socorro tentou procedimentos de reanimação por aproximadamente uma hora, antes de declarar a morte de Giovanni. A corporação mobilizou cinco viaturas, um helicóptero e 25 militares, sendo quatro mergulhadores, para atuarem no resgate. Não há relatos de que tenham ingerido bebida alcoólica.

Fonte: 015 - Metrópoles

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