Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017 - 11:11 (Colaboradores)

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MODA - Por Max Diniz Cruzeiro

Não necessariamente o efeito de uma moda é uma generalização para uma sociedade, porque ela pode estar segmentada, e pertencer apenas um aspecto de comportamento de um nicho de mercado.


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Moda é a perseguição a um comportamento em que o senso comum adota como tendência a ser seguida para um agrupamento, que representa um modelo de conformidade de apresentação ambiental de um indivíduo a partir de sua rotina de se emprega uma rotina vista como um mecanismo estilístico de vida.

Não necessariamente o efeito de uma moda é uma generalização para uma sociedade, porque ela pode estar segmentada, e pertencer apenas um aspecto de comportamento de um nicho de mercado.

A moda fixa gradientes geométricos em que os objetos são mais fáceis de serem produzidos e/ou manipulados. E a partir destas diretrizes sintetizar uma percepção psíquica, em que o sendo comum do segmento é capaz de visualizar uma rotina de fixação de conceitos, que têm por base indícios que levam a uma reação da mente, que seja de inquietude ou pacificação.

Quando a moda quer romper limites, o conceito a ser aplicado sobre a tendência é de rompimento dos conectivos passados, a fim de proporcionar fatores de inovações sobre novos conceitos que podem servir de ampliação do conhecimento humano.

Uma coleção de moda pode reunir vários geons em um mesmo objeto, e sintetizar de forma integral uma tendência incapaz de ser percebida em todos os traços expositivos dentro de uma única peça-objeto em exposição.

A moda contribui para despertar conceitos que um estilista deseja repassar para seu público, desde o consentimento como também a repulsa pela criação. Quando o efeito de consentimento é delineado em um público ele passa a ser norteador de um padrão em que consumidores e clientes passam a administrar a fim de incorporá-lo dentro de sua rotina comportamental. No padrão de repulsa, os traços e geons tendem a ser ignorados pelo segmento, ou a serem aplicados sobre os objetos como figuras estilísticas com ressalvas a fim de que os exageros não sejam percebidos como uma extravagância que afeta o equilíbrio de uma obra.

O minimalismo pode ser aplicado no caso de confecções de roupas a fim de incorporar conceitos que se aproximam com a pele de um ser humano. Ou uma tendência expansionista, sinalizar um adicional de materiais no qual sintetiza uma necessidade de proteção ou encapsulamento de um indivíduo.

O comportamento condicionado do figurante que impregna um estilo ao usar um objeto, sinaliza o tipo de atuação em que deve um indivíduo contracenar no seu dia a dia estando de posse ou sob efeito, como uma vestimenta, do material ao qual indexa sua natureza de atuar em sociedade.

A moda não retrata apenas o setor de vestimentas, vai muito mais além do que a incorporação do tecido, ela está presente nos estilos que se impregnam dos objetos, sejam eles móveis, fixos, ou imóveis, e sintetizam uma forma como os seres humanos se relacionam consigo mesmo, o que são capazes de incorporar ao ambiente a partir de seus conteúdos internos, do que são capazes de sinalizar como relacionamento com outros seres vivos e com a natureza em sua volta.

Assim, a moda é capaz de criar um padrão de entendimento e de consulta a um grupo de elementos que são espacialmente organizados na natureza como uma devolutiva do aprendizado humano.

Porém, seu efeito na maioria dos casos não é perene, e fica, o estilo impregnado, em relação a uma escala temporal. Onde as pessoas conseguem se perceber associadas aos conceitos que devam ser trabalhadas por uma geração de indivíduos.

Um modismo pode resultar em um tipo de estatização para o uso de objetos. E as vezes ser tão sólido que se cria uma barreira que se torna difícil para transpor.

Por outro lado, quando uma tendência demonstra uma vantagem de fixação de novos conceitos e conteúdos para um grupo, a alteração do modelo como uma estrutura padrão é logo adotada como forma de diferenciação ambiental, o que muito facilita o intercâmbio de novas informações.

Moda pode ser encarada como resultante de princípios adaptativos. E enquanto seus efeitos são benéficos para uma população, a perseguição das estatizações são observadas como positivas e não intrusivas pelos indivíduos, e que portanto a perseguição da tendência é um simples acompanhamento da rotina do comportamento dos seres humanos.

Um fato novo, por exemplo, na alimentação, pode alterar o efeito modal pela ingestão de alimentos de um agrupamento por sinalizar uma ruptura de entendimento em que se torna mais vantajosa a situação alternativa recém descoberta.

Moda, portanto, tem um efeito disruptivo, quando a importância, a amplitude e magnitude de seus efeitos decaem. E em seu lugar outra métrica com novos geons passam a incorporar as necessidades, vontades e desejos humanos.

Uma alternância de estilo pode representar uma ruptura em relação ao estilo de vida do segmento que o indivíduo antes estava inserido.

Como também um efeito modal incorporar traços por muito tempo, em que o senso comum passa a sentir um tipo de falta de liberdade de criação, e o nível de ruptura ser encaminhado para o espaço aversivo antes construído para sintetizar as quebras de paradigmas.

A moda é um facilitador para o comportamento padrão, no qual o indivíduo possa facilmente se orientar dentro de uma onda perceptiva que melhor sinalize uma cultura de “inclusão”, “Inserção” e de “Imersão” dentro de uma cultura.

Ela possibilita a um indivíduo identificar trilhas que ele pode gestar ou moldar o seu comportamento, para se nivelar diante dos demais a fim de construir projetivamente uma subjetividade coletiva que lhe permita ser incorporado dentro da sociedade.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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