Sabado, 23 de Setembro de 2017 - 12:56 (Polícia)

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MISS É SUSPEITA DE PARTICIPAR DE SEQUESTRO DE EMPRESÁRIO NO PARANÁ

Polícia confirmou, nesta sexta-feira (22), prisão da Miss Pinhais 2016, Karina Reis, de 25 anos.


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A Polícia Civil confirmou, nesta sexta-feira (22), a prisão da Miss Pinhais 2016, Karina Cristina Aparecida dos Reis, de 25 anos. Ela foi presa em flagrante no fim de agosto, suspeita de participar do sequestro de um empresário na Região de Curitiba.

Além de Karina dos Reis, o namorado dela, Janerson Gregorio, que é soldado da Polícia Militar (PM), e a mãe dele também foram presos em flagrante por suspeita de roubo majorado e extorsão mediante seqüestro. Eles foram levados para o Complexo Penitenciário de Piraquara.

Guilherme Menezes dos Santos, advogado que representa o casal, afirmou que não há indícios que comprovem a autoria e/ou participação no seqüestro.

“Todas as provas envolvendo os indicados Karina Reis e Janerson Gregorio serão oportunamente apresentadas em audiência para que o juízo possa deliberar em relação ao crime em comento”, afirmou por meio de nota.

A mãe do policial, de acordo com o advogado dela, Hélio da Silva Chin Lemos, conseguiu um habeas corpus na quinta-feira (21) e foi liberada nesta sexta-feira. Lemos afirmou que irá comprovar que a cliente não teve envolvimento no seqüestro do empresário.


Karina foi presa no dia 30 de agosto, suspeita de participar de sequestro de empresário (Foto: Reprodução/Facebook)

De acordo com a Polícia Civil, Karina foi funcionária do empresário e é suspeita de ajudar a esquematizar o seqüestro. Ainda conforme a polícia, todas as informações que ela tinha sobre a rotina da vítima e sobre o que ele postava no Facebook foram usadas para planejar o crime.

"Além de acompanhá-lo [o PM] em parte do iter criminis como carona no veículo, trabalhou para a vítima, tudo indicando que teria colhido informações sobre ela para o planejamento e execução dilitivas", diz o auto de prisão em flagrante.

O crime

Conforme a PM, os sequestradores combinaram com o empresário uma reunião de trabalho, momento em que ele foi rendido.

"Eles colocaram a arma na minha cara, me tiraram do carro e me colocaram num outro carro e me levaram até o cativeiro", contou a vítima à época.

O cativeiro ficava na casa do PM e da mãe dele, no bairro Jardim Botânico. "Houve a manutenção da vítima no porta-malas do automóvel durante toda a noite e parte da madrugada até a liberação pelos policiais", diz outro trecho do auto de prisão em flagrante.

Os seqüestradores pediram R$ 200 mil à família do empresário. Os parentes procuraram o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), da Polícia Civil.

A prisão, de acordo com a PM, foi realizada durante uma investigação da Polícia Civil, enquanto o veículo do empresário era vigiado. O soldado foi preso no momento em que estava pegando o carro da vítima, estacionado em uma rua.

"Além de cometer o seqüestro, ele roubou o carro da vítima. E quando ele foi buscar esse carro, nós conseguimos efetivamente prender um dos seqüestradores", afirmou, à época, o delegado Luis Fernando Artigas Júnior.

A PM afirmou, por meio de nota, que "não compactua com desvios de conduta de seus integrantes" e que adotaria todas as providências para o pleno esclarecimento dos fatos e responsabilização do militar.

Fonte: G1

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