Quarta-Feira, 02 de Agosto de 2017 - 08:58 (Curiosidades)

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GARIMPO PERTO DAQUI PODERIA FATURAR ATÉ 4 BILHÕES DE REAIS POR ANO

Como a filosofia do governo brasileiro coaduna com as das ONGs internacionais e com setores do Congresso, do Ministério Público Federal e do Judiciário, que não impedem que o Estado lucre com nossas riquezas, enquanto elas são contrabandeadas e enriquecem alguns poucos, o Brasil perde bilhões de reais em minérios e impostos, todos os anos.


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Os números não são exatos, porque não há controle algum. Como a filosofia do governo brasileiro coaduna com as das ONGs internacionais e com setores do Congresso, do Ministério Público Federal e do Judiciário, que não impedem que o Estado lucre com nossas riquezas, enquanto elas são contrabandeadas e enriquecem alguns poucos, o Brasil perde bilhões de reais em minérios e impostos, todos os anos. O garimpo do ouro no rio Madeira e outros rios da região, continua crescendo, mesmo na ilegalidade. Toneladas de ouro são tiradas dos rios, tanto na região de Porto Velho, onde há poucas balsas e dragas, mas ainda as há, como em áreas do recente garimpo entre Manicoré e Nova Aripuanã, a cerca de 500 quilômetros da Capital rondoniense. Ali, perto de 1.300 balsas e outras 250 dragas, tem potencial parar tirar  do Madeirão, todos os dias, algo em torno de 90 quilos de ouro. O cálculo é simples: cada balsa tiraria, em média, entre 50 e 80 gramas/dia de ouro do rio. Indo pelo menor: 1.300 balsas, vezes 50 gramas, igual a 65.000 gramas. Cada draga tiraria não menos que 100 gramas. Mais 25.000 gramas/dia. Somando-se dragas e balsas, 90 mil gramas, ou 90 quilos/dia. Com grama do ouro valendo hoje 126 reais, todos os dias só nesse garimpo, se esses cálculos fossem reais, o faturamento bruto, ficaria perto de de 11 milhões e 300 mil reais. Seriam quase 340 milhões de reais por mês; mais de 4 bilhões/ano. Quase nada vai para os cofres públicos.  O garimpo deixa muitos milionários todos os meses. Porém, muito pouco para o povo amazonense, rondoniense e brasileiro, que só perde suas riquezas, sem retorno algum.

Para se uma ideia, o Estado só recebe impostos sobre o combustível gasto em balsas e dragas. Apenas naquela região, se consume em torno de 2 milhões de litros, principalmente óleo diesel, por semana. No tanque cheio de um caminhão grande,  cabem até 400 litros de diesel. Ou seja, o consumo de uma semana no garimpo, representaria o tanque cheio de 5 mil grandes caminhões. Com o combustível custando hoje em torno de 3,10 reais por litro, só com o diesel o garimpo daquela região gasta 6 milhões e 200 mil reais por semana; 24 milhões/mês. Pode-se ver que os números são superlativos. Quase inimagináveis. Os teóricos e sonhadores não querem a legalização dos garimpos. Na vida real, nossas riquezas vão embora. E a população comum fica a ver navios. Como sempre, aliás!

MULTAS, QUEM LIGA PRA ELAS?

Ainda sobre o assunto: em março passado, fiscalização da polícia ambiental, Ibama e outros órgãos, chegou ao garimpo, que ainda era incipiente. Foram apreendidas na ocasião perto de 20 balsas; também um quilo e meio de ouro e aplicadas multas de mais de 11 milhões de reais. Claro que as multas nunca foram pagas e nunca serão. Ao invés de acabar com o garimpo na área, o que ocorreu foi totalmente o inverso: em poucas semanas, eram centenas de balsas e dezenas de dragas. Hoje, segundo uma fonte confiável, não há menos que 1.300 balsas de todos os tamanhos e pelo menos 250 dragas na área. O garimpo, cada vez maior, funciona nas proximidades e no entorno de duas unidades de conservação. A verdade é que a corrida ao ouro rola solta, de vez em quando aparece a fiscalização, mas não resolve nada. No fim das contas, o ouro abundante é levado embora e nada fica para beneficiar a população, verdadeira dona de tudo. Enquanto isso, os órgãos ambientalistas e as ONGs internacionais optaram por deixar tudo como como está. Traduzindo para a prática: nada para os cofres públicos e o contrabando correndo solto. Alguns ficarão muito ricos e os demais, todos, só perdem. Mas o discurso fútil e inútil, continua igual ao de décadas.

PERDA DE MEMÓRIA DO CIMI

A Irmã Laura Vucuña Pereira Manso, coordenadora do Conselho Indigenista Missionário, o CIMI, ligado à Igreja Católica, fez grave denúncia contra a impunidade que grassa no Brasil, em relação aos crimes cometidos contra os indígenas na Amazônia. E o fez através do Rádio do Vaticano. A Irmã denunciou invasões a terras indígenas, a situação de abandono das tribos e a impunidade de quem comete crimes contra elas. “As comunidades indígenas vivem com medo, sob ameaças, com casos inclusive de assassinatos de lideranças”, protestou a religiosa. E o fez corretamente. Pena que a Irmã tenha esquecido um pequeno e talvez insignificante detalhe para ela, ao pedir o fim da impunidade. Certamente, em nome da sua crença e da Justiça, poderia pedir também a prisão dos índios Cinta Larga que massacraram 29 garimpeiros em 7 de abril de 2004, assassinatos brutais impunes até hoje. Obviamente ela se esqueceu. Quem sabe na próxima denúncia à Rádio do Vaticano, a Irmã lembre de pedir Justiça também a essas pobres vítimas...

HILDON VOLTA SÁBADO

O prefeito Hildon Chaves, que não está de férias, mas apenas afastado para tratar de assuntos pessoais, conforme texto do decreto que autorizou sua viagem ao exterior, só retorna a Porto Velho na próxima madrugada deste sábado, dia 5. Reassume o comando da Prefeitura na segunda, dia 7 e retoma suas atividades normais. Nesse período em que ficou fora, o município está sendo comandado pelo vice prefeito Edgar do Boi, que, mesmo tendo ocupado o posto pela primeira vez, um evento histórico na vida dele, preferiu sumir da mídia. Trabalhador, Edgar anda pelos bairros, acompanha as obras, cobra resultados, mas em relação à imprensa, seu período à frente da municipalidade é de um silêncio sepulcral. Hildon Chaves volta com toda a força, garantem assessores mais próximos. Quer aproveitar principalmente o verão amazônico para encher a cidade de obras e entregar asfaltamento em dezenas de bairros. Vamos esperar para ver...

A EFMM E O PRÓPRIO UMBIGO

No papel, ela tem muitos donos. Na prática, quando é para cuidá-la e preservá-la, sobram muito poucos. Está abandonada. Quase submergiu na enchente de 2014. Continua sendo mantida à base de discursos e interesses de grupos, nunca em função dos interesses maiores da população. Sim, é ela, a histórica Estrada de Ferro Madeira Mamoré, que neste 1º de agosto, completou 105 anos desde sua inauguração. A Madeira-Mamoré foi uma das principais vias de transporte até o oceano Atlântico, de produtos que eram vendidos na região, como a borracha. Em 2008, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).O mesmo Iphan que, aqui é Rondônia, é uma pedra no sapato da EFMM e não uma solução. A preservação, que não seja da ideologia e dos interesses pessoais dos membros do Iphan e outras entidades, não existe. Ninguém pode melhorar, cuidar, recuperar nada. A EFMM sintetiza o desprezo, pelo bem público, de instituições que só enxergam o próprio umbigo. Lamentável!

DERROTA DA GLOBO

A quarta feira pode ser decisiva para o Presidente Temer, ao menos nesse momento periclitante do seu governo, quando sua aprovação não passa dos 5 por cento, a mais baixa da história recente do país. É muito pouco provável que a oposição possa reunir votos suficientes para autorizar que o STF o processe. A tendência óbvia, embora na política a obviedade deva ser vista sempre com um pé atrás, é de que Temer saia livre desse episódio. Virão outros. Caso se confirme uma vitória fácil do Presidente na Câmara, será mais uma derrota para a poderosa Rede Globo, que colocou todo o seu prestígio; sua histórica audiência nacional e expôs todos os seus jornalistas, sem exceção, a fazerem uma cobertura totalmente parcial contra o Presidente da República. A Globo, ainda não se sabe os reais motivos (mas se saberá, em breve), fez a mais impressionante pressão contra Temer, em todo o episódio das denúncias da JBS. Sem pudor, faz uma cobertura jornalística facciosa e inacreditável, prestando um enorme desserviço ao jornalismo brasileiro. Uma tristeza!

TUCANATO ITINERANTE

Presidente municipal do PSDB, o tucano Lindomar Carreiro, o Lindomar do Sanduba´s, tem inovado na política da Capital. Normalmente só em ano eleitoral os partidos se preocupam com ida aos bairros e reuniões com moradores, trocando ideias, buscando sugestões e dialogando com os eleitores. Lindomar criou o “PSDB Itinerante”, um projeto que leva o comando do partido a vários encontros, realizados semanalmente, nos diferentes bairros de Porto Velho. No último, realizado no bairro Cohab, os tucanos ouviram as principais reivindicações de grupos de líderes comunitários e moradores, que levarão, todas, ao prefeito Hildon Chaves, em busca de soluções. Também foram realizadas novas adesões ao partido, principalmente de gente jovem, o que entusiasmou ainda mais o comandante tucano em Porto Velho. O PSDB se mexe, claro que de olho em 2018. E já tem pelo menos um pré candidato ao Governo: o ex prefeito da Capital, José Guedes.

PERGUNTINHA

Você está entre aqueles brasileiros que, apavorados com a insegurança, estão correndo às lojas de armas, para comprar uma e se proteger, fazendo com que comércio do setor tenha crescido quase 200 por cento em apenas um ano?

Fonte: 010 - sergio pires

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