Segunda-Feira, 11 de Dezembro de 2017 - 17:35 (Educação)

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DIREÇÃO DA ESCOLA MANAUS, EM PORTO VELHO, AFIRMA QUE AVALIAÇÃO GERAL DOS ALUNOS MELHOROU COM GESTÃO MILITAR

O problema de vandalismo, consumo e comércio de drogas, dentro da escola foi resolvido de maneira definitiva.


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Depois de quatro meses de gestão compartilhada sob administração militar, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Manaus, em Porto Velho, apresenta resultados acima das expectativas, segundo a direção da escola. A avaliação é de que a atenção dos alunos na sala de aula melhorou muito e refletiu na qualidade do aprendizado.

O relatório foi apresentado ao secretário de segurança, Lioberto Caetano, que na tarde de quarta-feira (7), visitou a instituição e ouviu alunos, professores e diretores. O problema de vandalismo, consumo e comércio de drogas, dentro da escola foi resolvido de maneira definitiva.

A autônoma Simone Martins estava na secretaria da escola quando secretário chegou. Indagada se havia um motivo específico sobre procurar a escola, ela respondeu que estava tentando conseguir uma vaga para o filho em 2018. Para Simone, a presença dos militares, permitirá que o filho possa estudar em paz.

“Quem conhece este modelo de escola só pode falar bem”, disse Simone. Ela afirmou também que “só critica a gestão compartilhada quem não conhece, portanto não sabe o que fala”. A moradora da zona sul procura uma vaga por recomendação de alguém que já estuda lá na Manaus.

A vaga que Simone quer, só será possível porque ao assumir a direção da Escola, o capitão BM Rocha iniciou gestão para ampliar o número de vagas.

De cerca 530 alunos, hoje, passará para 900 em 2018. As 370 novas vagas correspondem a um aumento de 70% no número alunos.  A escola é muito requisitada e o processo de inscrição obedece a trâmites publicados em edital. O candidato será chamado por sorteio e as informações estão disponíveis no site dos Bombeiros: www.cbm.ro.gov.br.

Antes, a maioria dos alunos se retirava das salas de aula, o que provocava descontinuidade de tópicos. Hoje isso não acontece mais: o aluno permanece na sala e proporciona uma aula de qualidade oferecida pelo professor, disse o diretor Rocha.  “Temos um diferencial chamado nota de comportamento. Esta regra pontua o aluno de acordo com o desempenho, a postura, o respeito ao professor, e às normas escolares”.

Até a implantação da gestão militar, a Escola Manaus era invadida por traficantes, que entravam nas salas e retiravam os alunos a força. Hoje isso não existe mais. Históricos de boletins de ocorrência e relatos de funcionários confirmam um passado recente, com domínio de marginais dentro e fora do colégio.

Roubo de merenda; roubo de mobiliário; alunos impedidos de praticar educação física na quadra; tráfico de drogas, tudo isso era comum. O problema foi resolvido, resultado de ação conjunta com rondas policiais, e conversa com a comunidade em reuniões na escola. Além disso, a direção militar construiu um muro protegido por grades, que que permite visualizar o que ocorre do lado de fora da escola. A estratégia foi iniciar a obra pelo fundo, onde o muro da escola fazia divisa com uma boca de fumo.

 “Considero a escola hoje um paraíso. Melhorou muito, afirma a professora Mônica França Faria, vice-diretora da escola. Antes a gente saía da escola para casa, não sabendo o que iria encontrar no dia seguinte. Marginais roubavam tudo. Quando não havia mais nada, eles roubavam as lâmpadas”, disse.

“Com o controle militar, em apoio aos educadores da Seduc, atos de vandalismo não existem mais”, informou a vice-diretora, que não é militar. Se algo foge ao contexto escolar, o regimento da escola é aplicado.

Durante a visita, o secretário observou que “tentaram passar ideia para a população de que a EJA [Educação de Jovens e Adultos] da Escola Manaus iria acabar”. A reposta da Sesdec, segundo ele, é simples: a continuação da EJA é pré-requisito básico nas escolas onde onde a modalidade já existe quando é implantada a gestão militar. Na escola Manaus, por exemplo, além da EJA continuar, terá o número de vagas ampliado em 2018.

“A gestão militar compartilhada tem como base, a hierarquia e a disciplina; Resgata os valores e o civismo; promove a cultura da paz; estimula a prática da solidariedade e a cidadania. A população de Rondônia já tem a compreensão de que não há nada de novo ou extraordinário nisso. Somente ensinando aos nossos estudantes o que está na constituição: direitos e deveres”, finalizou o secretário.

Com 40 anos de existência, a Escola Manaus foi inaugurada em 17 de janeiro de 1977, pelo governador Humberto da Silva Guedes. Se localiza na Rua Salgado Filho, 404, bairro Roque, em Porto Velho. Conta hoje com aproximadamente 530 alunos: 182 de manhã; 146 à tarde; à noite, na modalidade EJA – Ensino para Jovens e Adultos, são 202 alunos.

Fonte: 010 - SECOM - GOV/RO

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