Terça-Feira, 19 de Junho de 2018 - 11:35 (Nacional)

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COM 6 DEDOS, FAMÍLIA DO DF TORCE PARA BRASIL CHEGAR AO HEXA

São 14 integrantes da família com polidactilia. ‘Já somos hexa desde que nascemos’, brinca matriarca


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BRASÍLIA – Uma mutação genética virou brincadeira para uma família de moradores do Distrito Federal em tempos de Copa do Mundo. Boa parte dos integrantes têm seis dedos em cada mão e também em cada pé. Eles decidiram aproveitar a diferença para incentivar o Brasil rumo à conquista do sexto título mundial. Segundo as contas da família, são 14 os integrantes que manifestaram a polidactilia.

— Nós já somos hexa desde que nascemos. Agora é a vez do Brasil nos alcançar — brinca a aposentada Silvia Santos.

A variação genética da polidactilia começou na família com o pai de Silvia, Francisco de Assis Carvalho da Silva, já falecido. Advogado e músico, conhecido como “Six” por causa da diferença, ele foi um dos fundadores do Clube do Choro e chegou a presidir a agremiação, uma das mais tradicionais da capital.

— Meu irmão toca cavaquinho, outro toca piano, meus sobrinhos tocam. Meu pai incentivou sempre a todos — diz. Ela afirma que os seis dedos não atrapalham os integrantes da família. Segundo Silvana, apenas os mais novos têm um pouco mais de trabalho com a curiosidade dos colegas de escola, mas diz que nunca sofreram qualquer discriminação.

O bom humor do pai é descrito pelas duas como um dos motivos pelos quais elas convivem bem com a diferença.

— Meu pai tinha seis dedos, era muito comunicativo e sempre tratou essa questão dos seis dedos com alegria. Por isso para gente isso é normal, aqui estranho é quem tem cinco dedos — diz Silvia. Os demais integrantes também lidam de forma tranquila, tanto que um dos irmãos deu o seguinte nome para uma chácara que comprou: Fazenda Meia Dúzia.

Variação genética da polidactilia começou na família com o pai de Silvia, Francisco de Assis Carvalho da Silva, já falecido e conhecido como “Six” - Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Silvia conta que dos seus três filhos, somente um, Eduardo, não apresenta a polidactilia e que quando uma das irmãs foi tirar um dos dedos do pé ele pedia que o dedo fosse guardado para que ele também pudesse ter seis. Silvia explica que a opção das mulheres da família de retirar os dedos “extras” do pé é apenas estética e que a mutação não atrapalha em nada.

— É só por uma questão estética, de vaidade, fica mais bonito para usar sandália — diz.

Para aproveitar o clima da Copa, usarão a tradicional festa junina que fazem todos os anos para fazer o “Arraia dos Hexas” e acompanhar o jogo entre Brasília e Camarões na próxima segunda-feira. No palpite para o jogo, Silvia reafirma o otimismo: “seis a zero”.

Fonte: 010 - oglobo

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