Terça-Feira, 20 de Março de 2018 - 18:13 (Colaboradores)

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COLUNA DO SIMPI: SUPERÁVIT NA BALANÇA COMERCIAL

De acordo com ele, esse superávit está composto por commodities como a soja e o minério de ferro, que, nas exportações, tiveram um incremento a uma taxa de 25% ao ano, e, também, pela exportação de bens manufaturados e semimanufaturados, que cresceram 10% ao ano.


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Dia Internacional da Mulher: o que o Brasil pôde comemorar

Instituído pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) em 1977, o Dia Internacional da Mulher é celebrado oficialmente em 08 de março. A luta histórica por igualdade de gêneros, contudo, remonta tempos bem mais antigos, inclusive anteriores ao icônico episódio em que, num incêndio em uma tecelagem nova-iorquina, 130 operárias perderam a vida em 1911.

“De lá para cá, as mulheres conseguiram superar muitos desafios, obtendo muitas conquistas sociais, econômicas e políticas. Porém, ainda faltam muitos obstáculos a serem vencidos”, afirma Adriana Carvalho, Gerente da ONU Mulheres no Brasil, agência das Nações Unidas que foi criada com o objetivo de unir, fortalecer e ampliar os esforços mundiais, em defesa dos direitos humanos das mulheres.

De acordo com o ranking de 2017 do Fórum Econômico Mundial, que analisa a igualdade entre homens e mulheres em 144 países, o Brasil está na 90ª posição, atrás de muitos dos seus vizinhos latino-americanos. “Embora o nosso país seja uma das 10 maiores economias do mundo, o 5º em população e tido como um país liberal e avançado, essa classificação ruim se deve muito em função da escassa participação das mulheres na política nacional, o que empurra o índice do Brasil para baixo”, explica a economista que, mesmo assim, ressalta que tivemos alguns avanços. “Como destaque positivo, o Brasil foi o único país da América Latina a eliminar a desigualdade entre homens e mulheres na área de educação. Na saúde, a diferença também está próxima do fim, além de modestas melhorias em termos de paridade econômica entre homens e mulheres”, esclarece ela.

Por fim, a especialista diz que, quando se fala da mulher empresária e empreendedora, podemos sentir orgulho. “Elas empreendem bastante no Brasil, principalmente nos estágios iniciais, em que são muito similares aos homens”, explica ela, acreditando nesse caminho para diminuir as diferenças. “Convido todos a continuarem apostando no empreendedorismo das mulheres, porque tenho certeza que isso fará bem para nossa sociedade”, conclui Adriana Carvalho.

De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), depois de o Brasil registrar um superávit recorde de US$ 67 bilhões na Balança Comercial (diferença entre exportações e importações) em 2017, este ano já tivemos um janeiro com o maior saldo para o mês em 12 anos e, também, fechamos fevereiro com o melhor resultado positivo para o mês desde 1989. Isso significa que as exportações (vendas) foram em maior valor do que as importações (compras), resultando em maior entrada de divisas para o país, que servirão para investir no próprio sistema econômico. “Trata-se de uma notícia animadora”, afirma o consultor Roberto Luís Troster, ex-economista chefe da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

De acordo com ele, esse superávit está composto por commodities como a soja e o minério de ferro, que, nas exportações, tiveram um incremento a uma taxa de 25% ao ano, e, também, pela exportação de bens manufaturados e semimanufaturados, que cresceram 10% ao ano. “Os principais responsáveis por esse resultado positivo são: a China, que está demandando mais produtos básicos; e a Argentina, que começou a crescer após uma profunda recessão, exigindo mais produtos manufaturados do Brasil”, explica Troster.

“Contudo, embora o cenário se apresente animador, o mercado estima que, em 2018, teremos um superávit menor que 2017, motivado principalmente pela recuperação da economia nacional, que reativa o consumo e as importações”, complementa.

O aumento no teto do Simples Nacional amplia a abrangência do programa, mas outras mudanças no sistema não contribuem para o crescimento sustentável de pequenas empresas dentro do regime tributário, podendo levar à alta nos impostos, e na prática, a medida criou dois Simples. Muitas empresas seguravam o faturamento para não saírem do programa. Agora, podem continuar represando ou vão dividir suas operações para não fazerem os recolhimentos separados. 

A Receita explica que o novo modelo evidencia uma tributação progressiva, “mecanismo pelo qual a empresa pagará a alíquota das faixas superiores apenas sobre o valor que ultrapassar as faixas anteriores”. Bernard Appy, diretor do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal), concorda que o método suaviza a transição entre faixas, mas critica a elevação do limite. “Inclui mais gente em um sistema que é mal desenhado, porque tributa faturamento, e isso beneficia empresas que já operam com alta margem.” A Receita admite que o cálculo das alíquotas ficou mais complicado, mas ressalta que eles podem ser feitos automaticamente pelo Pgdas-D, aplicativo disponível no portal do Simples.

Fonte: SIMPI/RO

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