Quinta-Feira, 28 de Dezembro de 2017 - 18:26 (Colaboradores)

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BRASIL E RONDÔNIA REGISTRAM GRANDE NÚMERO DE DESAPARECIDOS NAS FESTAS DE NATAL E ANO NOVO; E RÉVEILLON

O caso do rondoniense Evaldo Pereira da Silva, segundo amigos dos familiares, ‘engrossa o quadro de estatísticas entre desaparecidos com chances de não ser encontrado, facilmente’.


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Porto Velho, Rondônia – Ao menos oito pessoas desapareceriam por dia e cerca de 200 mil todos os anos no país. Na Amazônia Ocidental Brasileira, segundo registros não oficiais, ao menos oito pessoas desaparecem e menos de três seriam encontradas pelas autoridades.

Em linhas gerais, as secretarias de Segurança, sobretudo nos estados e municípios mais pobres da Federação, ‘ainda se ressentem de uma melhor infra-estrutura na informação sobre o número de pessoas desaparecidas ou encontradas’, atesta o advogado João Roberto Lemes Soares, de Ilha Bela, em São Paulo, em contato com o NEWS RONDONIA.

Sobre o assunto, registros apontados por Organizações Não-Governamentais que atuam na região, igualmente, ‘não chegam a refletir a realidade sobre o real número de pessoas desaparecidas, ele revelou.

Afirmou, contudo, que, ‘ por sua conta e risco, governo e entidades, ainda assim, tentam fazer sua parte nos achados de pessoas e até de animais dados como perdidos à porta de casa ou em pet shop’.

Na Capital Porto Velho, a secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (SESDEC), através de uma Delegacia Especializada, mantém uma página virtual na Internet onde entidades e grupos de interesse na busca de pessoas desaparecidas podem registrar as ocorrências e contar com o apoio para buscas no âmbito do Estado rondoniense.  

De acordo com uma fonte credenciada na agência estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ‘o Brasil registrou mais de 800 mil casos de pessoas desaparecidas entre 2007 a 2016’. De lá prá cá, há registros dando conta de até 200 mil desaparecidos, como o de Felipe Damasceno, sumido no ano de 2008 e ainda não encontrado.         

O caso do rondoniense Evaldo Pereira da Silva, segundo amigos dos familiares, ‘engrossa o quadro de estatísticas entre desaparecidos com chances de não ser encontrado, facilmente’. Ele sumiu a mais de um mês de forma misteriosa; nem a Polícia, apesar dos esforços e procedimentos, ‘obteve informações sobre o paredeiro de Evaldo, até agora’.

No quadro geral, a estimativa é a de que só em Porto Velho e interior do Estado, o número de desaparecidos tende a aumentar até o final deste ano. Segundo informam autoridades e investigadores particulares especializados, ‘além de adultos, há possibilidade de adolescentes, por conta do Réveillon 2017 em casas de amigos e shows na cidade, não retornar para o seio de suas famílias’.

Além de adultos desaparecidos por conta de acerto comprovado e/ou não por ação dos temidos ‘tribunais do crime’ nas favelas cariocas, paulistanas, mineiras, capixabas e sulistas, ao menos 40 mil brasileiros e brasileirinhas (crianças) continuam desaparecidas, diz a fonte do IBGE, em Rondônia.

A maioria de desaparecidos entre idosos e crianças, em Rondônia, de acordo com fontes seguras acreditadas em núcleos de inteligência, ‘dá-se por descuidos das próprias famílias’. São idosos e deficientes, na faz  adulta, que, praticamente, ‘saem de casa e não são percebidos por ninguém’.

No caso das crianças, as perdas registradas têm origem nas escolas, praças, clínicas, hospitais, maternidades, lojas de departamentos, locais de comércio popular, rodoviárias, hidroportos, aeroportos e shopping center’, atestam as mesmas fontes.

Afora casos oficiais e extra-oficiais, o número de pessoas desaparecidas também recheia as estatísticas voltadas às mortes no campo por assassinato e crimes de encomenda. Entre os mais famosos, destaca-se o ‘Massacre de Corumbiara’ (1995) e a Chacina de Jacy-Paraná.

Afrontando o estado de insegurança, tanto na Capital quanto no interior rondoniense, as mortes nos campos do Estado, a maioria com elevada taxa de desaparecidos, figuram assassinatos no Projeto de Assentamento Flor do Amazonas, Comunidades dos distritos de União Bandeirantes, Extrema, Nova Califórnia, Buritis, Rio Azul, PA Joana D’Arc, KM-13, 42 e 70 da BR-319, na divisa dos municípios de Porto Velho, Canutama e Humaitá, no sul do Amazonas.

Fonte: 012 - Xico Nery

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